Wireless Pirates

Posted on Julho 10, 2012. Filed under: Comportamento do Consumidor | Etiquetas:, , , , , |


O inimigo está no ar

No estado da Califórnia (EUA), o proprietário de uma cadeia de distribuição isolou um dos seus estabelecimentos com um material próprio –  especialmente fabricado para evitar a propagação de ondas electromagnéticas vindas do exterior – e rapidamente o assunto se tornou num aceso debate nacional.

 Segundo noticiou a CNN, o isolamento “wireless” do espaço faz com que os dispositivos móveis dos utentes do espaço não possam aceder à Internet, o que levantou um coro de protestos. No entanto, sabe-se que existe internet dentro do espaço, através de hotspots controlados directamente pela cadeia de distribuição. Assim sendo, os utentes podem aceder à maioria das suas aplicações, mas foram reportados bloqueios a algumas aplicações e sites específicos, tais como sites de comparação de preços, por ex.

 Confrontado com o protesto dos clientes mais jovens, o proprietário referiu que a medida visa combater a concorrência desleal despoletada pelos sites de comparação de preços, e de programas de fidelização de outros estabelecimentos que funcionam por wireless:Os clientes chegam aqui e vêm um produto de excelente qualidade, mas depois vão averiguar, através dos seus smartphones, e a app diz-lhes que a 500mts daqui encontram o produto mais barato uns tostões. É injusto, pois o serviço é prestado aqui (informações, tempo despendido pelos nossos funcionários, abrimos caixas para verificação e temos de voltar a embalar os produtos, etc…) e a compra é feita noutro lado. Esse serviço deveria contar, pois não sai barato, mas o utente vai atrás do preço do produto… que é rapidamente rebatido pela gasolina que gasta até lá. É uma forma de enganar o cliente, pois ele acaba por gastar o mesmo.

 O responsável pelo movimento Free Internet já veio a público condenar a iniciativa, referindo que “compreende as razões do comerciante, mas que tal medida é um atentado à liberdade e democracia que a Internet representa e que tanto custou a conquistar”.

 Em contrarresposta, o distribuidor apontou que ninguém ficaria contente se um republicano fosse para um comício dos Democratas e se vangloriasse, gritando de alta voz que no seu partido os benefícios eram maiores, dando folhetos para que votassem pelos Republicanos. Aqui passa-se o mesmo quando um cliente vê um QR code e a aplicação indica que é melhor comprar o produto na concorrência. Aliás, o espaço que vai do chão do estabelecimento até à ponta do telhado é meu por direito, incluindo o seu espaço aéreo. Logo, o espectro também é meu.” Por fim, rematou: “as pessoas têm internet – o que não precisam é de agentes infiltrados para me roubarem os clientes.”

 É inevitável colocar a questão: o que o leitor acha disto?

Francisco Teixeira

***

Nota: o conteúdo deste artigo é, tanto quanto sei, meramente fictício.

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